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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Análise - Grand Theft Auto V

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    Olá leitores do Sullivan Project, tudo beleza com vocês? Venho aqui trazer a primeira análise de hoje, do game Grand Theft Auto V, para os íntimos, GTA V. Lembrando aos mais novos no blog, que meu objetivo na análise não é dizer se vale ou não a pena jogar/comprar tal game, e sim trazer a vocês os pontos positivos e negativos do game para que vocês coloquem numa "balança" e decidam por vocês mesmos se vale a pena gastar o dinheiro de vocês nisso ou não.

    Demorei a comprar o Grand Theft Auto V, que me lembre já era segunda semana de outubro, comprei para Playstation 3 e veio com o mapa de Los Santos junto, demorei cerca de 8 (oito) dias para zerar o game e até hoje não consegui alcançar os 100%. Bom, como é de praxe, vamos a parte wikipédia da análise.

Momento Wikipédia:
    Grand Theft Auto V é um jogo de videogame (também conhecido como: 'GTA V') de acção-aventura jogado em mundo aberto produzido pela Rockstar North, produtor de jogos no Reino Unido, e publicado pela Rockstar Games em 17 de Setembro de 2013 para PlayStation 3 e Xbox 360. É o primeiro grande título da série Grand Theft Auto desde Grand Theft Auto IV (2008) e a continuação do universo fictício que foi introduzido nesse jogo. Um jogo extremamente antecipado, e depois de muita especulação, Grand Theft Auto V foi anunciado oficialmente em 25 de Outubro de 2011 e o vídeo de estreia lançado uns dias depois a 2 de Novembro de 2011.Décimo terceiro jogo da série (incluindo expansões), em Grand Theft Auto V a história decorre na cidade fictícia de Los Santos, no estado de San Andreas e nos seus arredores, baseada na moderna Los Angeles e na Califórnia do Sul. Los Santos era uma das três cidades do jogo Grand Theft Auto: San Andreas, lançado em 2004. Pela primeira vez na série Grand Theft Auto, em Grand Theft Auto V existem três protagonistas jogáveis: Michael, Trevor e Franklin. A história segue os seus esforços para planejar e executar seis grandes assaltos a acumular riqueza para si mesmos, além de seus conflitos particulares como homens de personalidades completamente distintas. Um modo multijogador online, também está incluído no jogo permitindo até dezasseis jogadores fazerem tarefas e missões cooperativas e competitivas dentro do cenário usado no modo historia.Os produtores visionaram Grand Theft Auto V como um sucessor espiritual de alguns dos seus projectos anteriores, como Red Dead Redemption e Max Payne 3. A produção começou pouco depois do lançamento de Grand Theft Auto IV, e focou-se na inovação das mecânicas centrais da série ao dar ao jogador o controle de três protagonistas.    Grand Theft Auto V foi universalmente aclamado pela crítica especializada e pela comunidade de fãs pela sua história, os personagens, a apresentação e a jogabilidade em mundo aberto. Os sites agregadores de críticas GameRankings e Metacritic deram à versão PlayStation 3 97.01% e 97/100 e à versão Xbox 360 96.20% e 97/100, respectivamente, fazendo de Grand Theft Auto V um dos jogos mais bem avaliados de sempre. Um sucesso comercial, Grand Theft Auto V rendeu para a Take Two $800 milhões de receita nas primeiras 24 horas de vendas (batendo o recorde de Call of Duty: Black Ops II que tinha rendido $500 milhões), e $1 bilhão nos primeiros três dias, tornando-se assim o maior lançamento de sempre e o produto que mais rapidamente vendeu na industria do entretenimento.


Voltando a nossa análise:
    É isso aí, como vocês leram no momento wikipédia, o game é produzido pela toda poderosa Rockstar que só faz games fodas pra caralho; na minha opinião, os melhores jogos desta geração foram os exclusivos, os da Ubisoft e os da Rockstar. Como foram os antigos GTAs, o tema é relacionado a criminalidade, entretanto, diferente dos GTAs anteriores, tem um enredo muito mais bem trabalhado. Uma boa novidade do game foi a presença de 3 protagonistas dando muito mais liberdade e escolha ao jogador. Uma das coisas que fazem você se apaixonar pelo game são os personagens, não tem como não gostar de algum dos protagonistas e não tem como não sentir ódio dos antagonistas, é realmente mágico, muito bom.
    Como puderam ver na parte wikipédia também, o game foi aclamado pela crítica, como todos os GTAs anteriores foram e acredito fortemente que ganhará o VGX deste ano superando The Last of Us que é seu principal concorrente.
    Também surgiam algumas piadinhas que GTA V seria o motivo do adiamento de Watchdogs que não teria se sentido "preparado" para bater de frente com GTA. Eu particularmente concordo, eles quiseram antecipar para bater de frente com GTA e quando foram ver, a antecipação deixou muitas lacunas que deixaria o game ruim, que bom que foi adiado. Bom, agora como é a base de nossa análise, vamos aos pontos positivos, negativos e neutros:


Pontos Positivos: 


1º - Gráficos fodasticamente épicos. Eu particularmente acreditei que pegariam o mesmo gráfico de Grand Theft Auto IV que já era muito bom e dariam uma retocadas engana trouxa, mas com certeza não foi esse o caso, mexeram para valer no gráfico, transformaram digno de um game deste porte. Realmente é maravilhoso os detalhes, é maravilhoso nadar sem parecer artificial, é maravilhoso o movimento dos personagens e até a física estranha de se espatifar na parede que nem um retardado é realista. Não chega ao nível gráfico de um Last of Us ou um Beyond Two Souls claro, mas ainda assim é bom demais da conta, ainda mais para um jogo multiplataforma.

2º - Jogabilidade muito bem fluída, alguns detalhes ficaram bem mais mentirosos como por exemplo andar de carro onde você não voa para a morte pelo para-brisa quando dá qualquer batidinha com o carro. Não ficaram mais realistas, entretanto, ficaram menos frustrantes para o player o que torna o gameplay mais divertido claro. Os movimentos são bem livres e as expressões faciais são ótimas. Alguns detalhes são admiráveis também como quando você está conversando com alguém, bate o carro e a pessoa para a reclama, em GTA IV acabaria por aí e você perderia a conversa que estava acontecendo, em GTA V a pessoa retoma a conversa após bater, o que é legal demais. Esses detalhes que a Rockstar liga e as outras produtoras não que são fodas bagaray.

3º - Enredo foda mesmo sendo sobre criminalidade, como estamos acostumados, sempre é o mesmo tema em Grand Theft Auto mas com GTA V, não tem como achar o enredo meia boca, é foda demais. A forma como a trama se desenvolve, como você precisa saber o que acontece na vida de cada um e principalmente, como você precisa ver a evolução da relação entre os protagonistas.
    Somando isso ao fato de os antagonistas serem extremamente filhas das putas e você necessitar saber como eles morrem ou se safam, o enredo fica realmente foda bagaray. Talvez não seja tão complexo quanto o de GTA IV mas com certeza é menos enjoativo e mais surpreendente.

4º - Personagens extremamente cativantes, repito como disse lá em cima que realmente não tem como não gostar de algum dos protagonistas e não tem como não odiar os malditos antagonistas. Além de diversos personagens que passam pela história, secundários, importantes, figurantes que servem para morrer, etc. Para se ter uma ideia de como os personagens são realmente viciantes e fodas demais, meu personagem favorito da série Grand Theft Auto era o lendário Carl Johnson de Grand Theft Auto: San Andreas, depois de zerar GTA V, Carl Johnson mal se mantinha no meu top 5 personagens favoritos da série.

5º - Mais de um final a sua escolha, já tinha dito na análise de Beyond Two Souls e repito agora, um jogo com um final só é simples, mas um com vários finais é mágico, tem uma escolha tão importante a se fazer que definirá toda a sua experiência de game. Neste caso, temos três finais a sua escolha que poderão ser escolhidos na última missão, dois finais são extremamente tristes e um que possivelmente é o verdadeiro bem mais "leve" digamos assim. Como disse também em Beyond Two Souls, isso acrescenta muito valor ao enredo fazendo com que não seja linear, dê mais escolhas e liberdade a quem joga.

6º - Três pensam melhor que um, eu assim como 90% dos gamers achavam que este negócio de 3 (três) protagonistas não iria dar certo, iria ficar estanho e escroto mas o negócio é que simplesmente dá certo e trás várias vantagens com ele. Você pode mudar de um personagem para o outro durante a campanha no momento que você quiser, a tela irá se distanciar do mapa e depois se aproximará até o personagem que você escolheu, bem estilo Google Earth mesmo. Enquanto você joga com um personagem, os outros dois vivem sua vida normalmente e quando você mudar para eles, podem estar fazendo qualquer coisa. Por exemplo, você pode pegar o Michael jogando golfe, o Franklin comprando café ou o Trevor fugindo da polícia ou de calcinha no meio do deserto e bêbado (é sério). Só não dá para trocar de personagem quando se tem polícia atrás de você ou quando a missão não permite. E a maior vantagem de se ter três personagens é o leque de opções a mais que se abriu para o enredo como trabalhar a interação e relação entre eles e claro, fazer mais missões para cada um dando aos players, mais tempo de gameplay.

7º - A liberdade ao quadrado, dizem que as pessoas que mais tiveram liberdade ao longo da história foram os piratas, eu digo que são os que jogaram GTA V. Piadinhas a parte, o jogo realmente te dá muita liberdade, normalmente jogos que fazem isso tendem a ser enjoativos, precisa-se encontrar um equilíbrio na liberdade, entretanto, GTA não sofreu deste problema pela quantidade de coisas que tem para se fazer, para se completar 100% de game você pode precisar de 100 horas de gameplay só para se ter uma ideia. É realmente liberdade bagaray somada a bastante coisa para se fazer, simplesmente perfeito.

8º - Maior variedade da história de GTA, digo em armas, em carros, em motos, em motos d'água, em veículos especiais, aviões, roupas, lojas, coisas para se fazer, etc. Realmente são muitas coisas para se explorar e descobrir e muitas coisas para se testar. Comprar coisas online também é uma novidade muito boa além de ser muito legal ficar navegando pelo Life Invader, um tipo de facebook do jogo que é atualizado constantemente.

9º - Missões extremamente épicas, são aquelas missões super fodas que nem precisam ter algo mais do que divertir você pra cacete. A missão mais divertida que eu já havia jogado era a de queimar as plantações de maconha em Far Cry 3 e eu digo facilmente que houveram umas cinco a oito missões de GTA V que superaram ela. É realmente muitas coisas épicas como a de roubo a joalheria, roubo ao banco do deserto, guerra de agências, etc. O grande lance das missões fodas são os chamados "Golpes" ou Heist em inglês, são as missões que precisam de mini missões de preparações, antes de se fazer um golpe, você precisa até escolher uma equipe além dos protagonistas e pode escolher entre diversas táticas de como se completar a missão. As heists definitivamente são o grande barato do game.

10º - Tempo de jogo vale o dinheiro, consegui 85% do game quando parei de jogar e já tinha quase 80 horas de gameplay, para alguém que buscará os 100% poderá demorar umas 90 horas de gameplay, se não ver detonados ou localizações de coisas que precisa na internet, passará as 100 horas de game facilmente. Realmente algo raro de se ver hoje em dia, não sei vocês, mas eu fico com muita raiva de pagar 200 pilas num game que me proporcionará 5 a 8 horas de gameplay, é realmente muito frustrante, e GTA passa longe disso, o tempo de diversão que ele proporciona com certeza vale o dinheiro.

11º - Maior mapa da história dos games, realmente não tenho muito a dizer sobre isso, só vou deixar para vocês uma imagem que deve ilustrar bem o tamanho do mapa, veja a imagem.


Pontos Negativos: 

1º - Bugs, bugs e mais bugs. Foi a única coisa que consegui pensar para colocar como ponto negativo, mas sinceramente, em um jogo onde o mapa é maior que o de GTA: San Andreas, GTA IV e Red Dead Redemption juntos, não se podia esperar que não houvessem bastante bugs. Digo também que não sofri tanto de bugs durante o jogo e o nenhum me afetou a ponto de não conseguir completar uma missão por causa dele, pela grandiosidade e magnitude do jogo, acho até que isto pode ser desconsiderado.


Pontos Neutros: 

1º - Amadorismo da Rockstar em multiplayers, muitas pessoas consideram o GTA Online um lixo e muitos consideram legal pra cacete, a questão é que mesmo os que consideram legal pra cacete tem que admitir que não é nada tão espetacular, o ponto mais positivo é que o mapa do online é o mesmo do normal, grande pra cacete. Eu vejo que o maior problema é que por mais que se tenham bilhões de coisas para se fazer, acreditem ou não, ele ainda fica enjoativo depois de umas semanas, entretanto, jogar uma vez por semana com seus amigos é quase que obrigação e com certeza diversão garantida.



    Bom, chegando no final de nossa análise, vamos finalmente falar sobre o enredo tão cativante deste games, lembrando claro que tentarei dar o mínimo de spoilers possíveis e nada que afete muito a história entretanto, mesmo "peneirando" ao máximo ainda pode escapar uma coisa ou outra. Vamos lá:

    A história começa com um assalto a um banco em North Yankton, três pessoas explodem a porta da cofre e pegam o dinheiro, o alarme chama a polícia que vai em massa prender estes 3 assaltantes sendo que 2 são protagonistas (Michael Townley e Trevor Phillips). Um piloto de fuga espera os três que entram no carro e uma perseguição policial começa e resulta na morte do piloto. No plano, haveria um piloto de fuga esperando os três mas não havia e o terceiro (Brad) e Michael são baleados não deixando alternativa a Trevor que mesmo lutando muito, é obrigado a fugir.
    Então passam-se 10 (dez) anos desde aquele incidente e é mostrado que Michael está vivo e morando em Los Santos junto com sua família sob o nome de "De Santa". Ele fez um esquema com um agente corrupto do FIB (FBI do game) chamado Dave Norton, onde ele armaria um esquema ruim que foi o roubo de North Yankton, e simularia a própria morte, a maioria dos milhões do mundo do crime juntados por ele poderiam ficar com ele e ele viveria em paz com sua família. Trevor por sua vez nunca se perdoou pela morte de Michael e viveu uma vida de arrependimento por todos os acontecimentos. Decidiu como tentativa de fugir do passado, se mudar para Sandy Shores e lá começou um negócio de meta anfetamina.
    A história então muda para Franklin Clinton, que desde cedo entrou pro mundo do crime, mas não o mesmo de Michael e Trevor que eram profissionais e sim crimes de gangue e coisas onde o dinheiro não se concentrava, por isto, sempre viveu na parte pobre da cidade em uma casa que era metade dele e metade da tia chata dele. Tem um parceiro chamado Lamar Davis e juntos roubam carros para ganhar a vida. Em uma dessas "retomadas de posse", foi roubar o carro do filho de Michael e acabou com uma pistola apontada para sua cabeça, Michael brincou que Franklin poderia ir em sua casa tomar uma cerveja qualquer dia, Franklin aceitou e foi mesmo.
    Uma relação começou a ser criada entre eles, até que Michael acabou devendo 2.5 milhões de dólares para Martin Madrazo, o líder do submundo mexicano de drogas de Los Santos. Então ele se vê obrigado a voltar para o mundo do crime fazendo a única coisa que sabe para conseguir dinheiro e desta vez, recruta seu mais novo amigo que vê como filho, Franklin. Lester, antigo organizador de crimes, organiza um assalto a uma joalheria onde Michael, Franklin e alguns contratados conseguem cerca de 4 milhões de dólares, entretanto, a maioria é paga pagar Martin Madrazo, mas no assalto, Michael diz para o frentista uma de suas famosas frases de quando era criminoso com Trevor: "Você se esquece de milhares de coisas todos os dias cara, se esqueça dessa também". Entretanto, quando o crime foi ao ar, o frentista disse o que ouviu e Trevor ficou sabendo depois de 10 anos que seu antigo amigo estava vivo, ele logo se prepara e parte para Los Santos para cobrar de Michael explicações.
    No meio desse rolo todo, Dave Norton ressurge e começa a exigir que Michael faça coisas para o FIB senão será preso, o que causa uma nova rixa entre Michael e seus antigos "parceiros" do FIB e o novo líder de divisão, Steve Haines.

Vamos a parte final da análise, o preço:
    O game lançou a 2 meses e quase uma semana, na estreia estava por R$ 200,00 em mídia física e na PSN Brasileira e por U$ 60,00 na PSN americana. Hoje você encontra a mídia física por até R$ 160,00 sem ser usada e sendo usada, talvez por R$ 120,00 se souber pesquisar. Os preços da PSN continuam o mesmo. DLCs chegaram mas até agora a Rockstar disponibilizou todas de graça, mais como um patch do que DLC. Virão DLCs pagas claro como a que já vazou, de North Yankton.


    Bom, é isso galera, depois de Far Cry 3, este virou o melhor jogo que joguei nesta geração, sou suspeito para falar mas com certeza não é dinheiro mal gasto, jogo realmente incrível. Espero que tenham gostado e ainda hoje tem mais uma análise.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Análise - Beyond Two Souls

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    Olá leitores do Sullivan Project, tudo beleza com vocês? Venho aqui trazer a segunda review do dia. Lembrando que meu objetivo aqui não é dizer se o game vale ou não a pena jogar, dizendo os pontos positivos, negativos e neutros e deixando por vocês decidirem se vale a pena gastar dinheiro no jogo ou não.

    Não tenho Beyond Two Souls, zerei na casa de um amigo na plataforma do Playstation 3 e só onde vocês conseguirão jogar pois é um exclusivo. Para falarmos sobre a exclusividade, produtora que fez o game, etc. Vamos logo a parte wikipédia da análise.

Momento Wikipédia: 
    Beyond: Two Souls (Beyond: Duas Almas, ou O Além: Duas Almas), é um videojogo thriller/psicológico/espiritual produzido pela Quantic Dream em exclusivo para a PlayStation 3 editado a 8 de Outubro de 2013 na América do Norte e a 11 de Outubro de 2013 na Europa. Jodie Holmes, a personagem principal, é interpretada por Ellen Page via captura de movimentos.

Voltando a nossa Análise: 
    É isso ai, pelo nosso momento wikipédia, você pode notar que o game é exclusivo para Playstation 3 e produzido pela Quantic Dream, a mesma produtora do lendário Heavy Rain (um game que sou fã pra caralho). Durante o jogo, você se mete muito com a espiritualidade fictícia do game e algumas fases com climas de terror estilo Poltergeist (Go into the light Carol Anne), e este clima de terror é mais exclusivo das frases em que Jodie Holmes, a protagonista ainda é uma criança e está "desvendando" seus poderes. Mas apesar destes temas, o principal do jogo é mexer com o psicológico do jogador, fazer você pensar sobre o que é certo e errado e se envolver no drama do enredo e da protagonista. Como puderam ver também, a protagonista chamada Jodie Holmes é interpretada por Ellen Page, muito boa escolha dos produtores na minha opinião e visivelmente a interpretação de Ellen Page dá uma vida a mais para a personagem. Bom, essas são as informações básicas, agora vamos aos pontos positivos e negativos.



Pontos Positivos: 

1º - Enredo de outro mundo. Literalmente! A história envolve muito um mundo fictício onde ficam mortos e entidades que se chama Inframundo (sacaram a piada agora?). Mas falando sério, o enredo de Beyond Two Souls é bom pra caramba. Ele pode ganhar muitos e muitos jogadores com uma história fantástica, disso eu não tenho dúvidas, não basta ser complexo, incrivelmente detalhado e cheio de surpresas, ele ainda tem que ser muito envolvente, quanto mais você joga, mais você precisa saber o que vai acontecer a seguir, qual vai ser o desfecho da história, por que tudo aquilo está acontecendo, etc.

2º - Ano passado eu pensava: 'Como diabos alguém vai superar Halo em gráficos?' Passou-se um tempo e veio The Last of Us, meu pensamento muda... 'É agora que a geração acaba tendo The Last of Us como os melhores gráficos desta geração'. Como eu fui ingênuo, veio Beyond Two Souls e mudou qualquer perspectiva. Os gráficos aqui são simplesmente surreais, digo no nível de fazerem Assassins Creed e Grand Theft Auto não serem tão bons assim. A fase em que se luta com policiais em cima de um trem (quem quiser, é a parte da demo, sem precisar pagar nada, vejam por vocês mesmo) e está chovendo, ali fica bem claro que em Beyond Two Souls, quando se fala de gráficos, o negócio fica mais sério.
    Há tempos que se sabe que um exclusivo, pode trabalhar muito melhor os gráficos, pode explorar muito mais a única plataforma para qual sairá e assim sai na frente dos multiplataformas. Por isto gráficos de Assassins Creed e Grand Theft Auto sendo multiplataformas e ainda assim fodas para caramba merecem ser respeitados mas se você gosta de gráficos fodas, exclusivos sempre são uma boa e Beyond Two Souls soube trabalhar isso muito bem proporcionando aos Sonystas uma experiência gráfica surreal.

3º - Você na história é o terceiro ponto positivo. O jogo tem a incrível capacidade de mergulhar o player no enredo. Como faz isso? Primeiro sendo incrivelmente envolvente e misterioso e segundo, por causa da protagonista, Jodie Holmes. Com certeza você "adota" a dor da protagonista que desde criança é tratada como uma cobaia. Você se interessa por ver como a vida dela vai deslanchar e principalmente, você sente necessidade de desvendar os mistérios que o jogo te apresenta como o Inframundo por exemplo. Esse ponto puxa o do enredo foda pois você com certeza se decepcionaria de embarcar em um enredo ruim. O que aqui, com certeza não é o caso.

4º - Como disse lá em cima, o jogo faz você refletir, uma história totalmente fictícia, sem relação com a realidade consegue se relacionar com a vida real de tantas maneiras. O enredo te faz refletir sobre o que é certo ou errado, pense um pouco comigo, se uma pessoa tivesse os poderes que a Jodie tem no jogo, e fazer estudos com essa pessoa pudesse nos fazer progredir na área da ciência, acabar com doenças, melhorar a vida do resto das pessoas mas para isso fosse necessário, se precisasse tratar a pessoa como uma cobaia, faze-lá viver trancada e sob diversos experimentos todos os dias. Será que seria justo?
    Não só nesse nível, mas o jogo também mexe com algo muito sério principalmente para os Estados Unidos que é o exército. O exército é promovido pelas mídias dos Estados Unidos como perfeito, que sempre pensa em ajudar as pessoas, lutas por seus pais e outras baboseiras. Beyond Two Souls nos mostra outra perspectiva sobre isso, mostra um exército que quando necessário é desleal e sanguinário. Isso foi uma flechada no peito do patriotismo o que pode de certa forma influenciar nas análises de Beyond Two Souls que não foram tão positivas.

5º - Um game com um final simplesmente acontece e fim. Um game com diversos finais é totalmente diferente, você tem uma escolha a fazer que vai definir como foi sua experiência com o game, você tem uma sensação maior de controle e uma liberdade a mais. Neste quesito, Beyond Two Souls é muito foda pois você tem simplesmente 6 (seis) finais (dizem que mais de vinte se contar com as variações). É algo que sempre dá valor a mais para o enredo.


Pontos Negativos: 

1º - Cronologia é sem dúvida o que mais me irritou o jogo inteiro. Lembra quando falei sobre o enredo? Disse que uma das coisas que mais te prendia a ele era precisa saber o que acontecia em seguida, mas aqui, o que acontece em seguida pode não ser o que acontece em seguida. WTF Sullivan? É simples, eu explico, o jogo tem uma cronologia diferente do normal, ou seja, não é começo - meio - fim. Já vimos isso diversas vezes, como por um exemplo um filme que começa do fim ou do meio nos primeiros minutos e depois volta pro começo. Ou então algo que começa pela metade, vai até o fim e o início é o começo. Normalmente, essas cronologias ficam fodas pra caramba. Então qual o problema? É que neste quesito, Beyond Two Souls definitivamente quis inovar demais, a história começa lá no fim, tudo bem, ela volta pro começo, ainda tudo bem, então você vai pra sua adolescência e depois volta pra criança e depois vai pro fim de novo e continua nessa, nenhum nexo e nenhuma ordem aparente. A história simplesmente vai trocando de tempos cada fase, você animado com um enredo no clímax e na próxima fase pode ter que jogar com ela criança novamente. Acho que teria ficado melhor fazer aquele prólogo do fim e então voltar ao começo e seguir até o fim assim.
    E esta cronologia falha cria alguns detalhes estranhos como você tomar uma facada quando adolescente e não ter mais marca dela quando adulta.

2º - O jogo engana você! Por que eu digo isso? Por causa de uma não-linearidade falsa que ele apresenta. O jogo tem 6 (seis) finais por isso não dá pra dizer que ele é linear, entretanto, ele não é tão livre quanto aparenta ser, a cada minuto de jogo você se depara com reações diferentes que Jodie pode ter e você escolher, entretanto, essas escolhas sempre levam ao mesmo lugar. Como assim? Vou tentar explicar dando um exemplo, no começo, quando Jodie tem que demonstrar seus poderes a Nathan Dawkins e o Cole, uma mulher em outra sala segura um cartão com um desenho e você na sua sala tem a opção de vários desenhos e entre eles está o que a mulher segura. Você precisa ver com o Aiden qual é o desenho e indicá-lo, em seguida, ocorre umas tretas e você tem que assustar a mulher na outra sala usando o Aiden, você pode destruir tudo e causar uma confusão do cacete fazendo a mulher ficar na parece chorando e gritando. Então refaça a fase, erre o cartão desta vez (indique o desenho errado) e faça o mínimo de destruição possível na hora de assustar ela, o resultado da fase é o mesmo, a mulher gritando e chorando igualzinho seria se você tivesse escolhido o outro game. O jogo inteiro se desenrola assim, apresentando diversas opção e levando sempre ao mesmo caminho.

3º - Falta de dificuldade! Sempre reclamamos que jogos atuais são fáceis pra cacete certo? Reclamamos que jogos como Assassins Creed, Call of Duty, etc, poderiam ser muito mais difíceis. Quem joga Beyond Two Souls e gosta não pode reclamar de nenhum destes games atuais. Por que o game tem dificuldade 0, literalmente 0, não tem como morrer, não tem como falhar, não existe Game Over e você sempre consegue passar nas missões. Mesmo que você erre tudo, que você nem esteja olhando a tela, o Aiden aparece e te salva da situação que você estiver. Acho que nem preciso explicar por que isto é ridículo.

4º - O motivo que mais fez as análises por aí não serem tão boas. O motivo de muita reclamação que é... Cadê a jogabilidade? Cadê o gameplay? O jogo mais parece um filme do que um jogo, a falta de dificuldade e o fato de você não poder correr com a Jodie fortalecem demais isso. Sei que muitos consideram inovador mas eu por minha parte considerei isso ruim, muito ruim. Precisava de mais ação, precisava de um jogo e não de um filme, tem horas que você se questiona se aquilo é um gameplay ou não. E para quem gosta de ver a história no Youtube antes de comprar um jogo, cancelem isso na hora, ver no Youtube e ir jogar no caso de Beyond Two Souls acaba totalmente com a graça do jogo.

Pontos Neutros: 

Nenhum ponto neutro relevante.


    Bom, então vamos ao enredo, lembrando que pode haver alguns spoilers mas não tão comprometedores, tento ser o máximo discreto possível nesta seção:

    O jogo leva você a pele de Jodie Holmes por quinze anos (dos 8 aos 23 anos da vida dela) que tem ligada a ela, uma entidade sobrenatural denominada por ela de "Aiden" aparentemente do sexo masculino. O jogo foca muito na busca de Jodie por saber e entender o que é e quem é Aiden e também sobre o que acontece após a morte. Existe também um local chamado Inframundo para onde vão os mortos e onde ficam as entidades tanto boas quanto ruins. Na história, começa com Jodie fugindo da CIA por um motivo não conhecido, nisto ela acaba encurralada por agentes armados e a cena muda para um homem chegando até o local e vendo todos os agentes da CIA mortos. A história retorna para quando ela era criança, ela é cuidada por um pai que a acha um monstro por causa de Aiden e por uma mãe que gosta dela mas acata tudo que o pai fala. Não demora muito até eles entregarem Jodie a um instituto de pesquisa ou algo do tipo onde Jodie viverá como cobaia, entretanto, neste instituto, ela conhece o homem do começo do jogo que ve os soldados mortos, seu nome é Nathan Dawkins e ele tem um assistente chamado Cole.
    Então você viverá com eles durante anos criando uma relação muito forte com eles até que a CIA exige que você vá treinar com eles e você tem que abandonar sua vida novamente, na CIA ela conhece outro personagem importante, Ryan. Para não dar spoilers, paro por aqui mas o jogo tem muitas e muitas diferentes fases da vida dela, como por exemplo ela criança que tem um clima bem Poltergeist, ela adolescente como detetive paranormal (Yusuke Urameshi style), ela sendo treinada pela CIA, fugitiva da CIA, etc.
    Não vou falar o final para não dar spoilers mas ele deixa claro que haverá um Beyond Two Souls 2 onde provavelmente o foco voltará totalmente para o Inframundo e as entidades ruins apresentadas ao longo do primeiro game. E Jodie provavelmente será uma das personagens principais novamente.

    Bom, uma das coisas que chamou muita atenção foram as análises não muito boas do game. Vamos comentar um pouco sobre elas:

    Recebeu um 5 de 10 da Destructoid e da Edge, muitas notas 6, muitas notas 7, e alguns "10" como o 5 estrelas de 5 da Rev3Games. A média do game no geral não passou de 7, a maioria dos fãs considera injusta, eu não tenho confiança suficiente para dizer se foram justas as notas ou não. Só acho que o argumento de que é muito inovador para as pessoas entenderem é muito furado visto que jogos como Heavy Rain, Portal, Stabley Parable, etc, recebem notas boas e são otimamente compreendidos mesmo sendo "revolucionários". Entretanto, também acho que ferir o patriotismo americano foi um forte motivo para as notas baixas, afinal, as grandes analisadoras são todas americanas.

E para terminar, vamos falar sobre o preço do game:
    Como esperado de todo game lançamento, ele chegou por U$ 60,00 na PSN americana, R$ 200,00 na PSN brasileira e R$ 200,00 em mídia física. Já se passou um mês e uma semana desde o lançamento do game e hoje fiz uma pesquisa sobre o game por preços variados. Achei a mídia física na maioria dos lugares por R$ 120,00 a R$ 130,00. Ainda achei muitas por R$ 200,00. Achei uma usada por R$ 90,00 e na PSN americana o preço continua o mesmo.


    Bom, é isso aí galera, espero que tenham gostado, semana que vem tem +2 reviews e não uma (podem considerar uma série double se quiserem) mas as duas não serão de games. Fiquem ligados que ainda essa semana tem o primeiro Giro de Notícias.

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Análise - Injustice Gods Among Us

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    Olá leitores do Sullivan Project, tudo beleza? Como minha primeira análise, venho trazer uma análise antiga, que já fiz a alguns meses. Algumas coisas na análise podem estar ultrapassados mas 90% dela ainda é válida. Não tive a oportunidade de comprar o Complete Edition para refazer a análise mas no final deixarei algumas observações sobre o Complete Edition. Vamos lá:



    Meu objetivo aqui não é bem dizer para o leitor se o game vale ou não a pena jogar, é mais colocar os pontos positivos e negativos em evidência e deixar que os leitores escolham o peso destes pontos e decidam por si só se vale a pena.

    Comprei Injustice na pré venda e desde então estou jogando (substituiu o tempo que eu jogava Mortal Kombat 9 já que platinei ele e decidi que ia trocar por outro game de luta), antes de começar a jogar, já tinha lido as hqs online de forma pirata (entretanto, hoje eu as tenho em forma física) e é normal se eu comparar as duas obras durante a mini análise.

Momento Wikipédia: 
    Injustice: Gods Among Us, conhecido como Injustice: The Mighty Among Us no Médio Oriente, é um videogame de luta produzido pela NetherRealm Studios (mesma produtora de Mortal Kombat) e publicado pela Warner Brothers Games em Abril de 2013 para Wii U, PlayStation 3 e Xbox 360. Uma versão gratuita para iOS foi editada a 3 de Abril de 2013. Injustice: Gods Among Us coloca os jogadores a controlar personagens do universo da DC Comics. A sua aparência é baseada na série The New 52.
Injustice: Gods Among Us recebeu no geral boas análises por parte dos críticos, conseguindo uma pontuação média de 80.88% e 82.38% do site GameRankings, e 77/100 e 81/100 do Metacritic para as versões PlayStation 3 e Xbox 360, respectivamente. A história, a jogabilidade, os gráficos entre outros aspectos do jogo tiveram uma recepção variada nas análises.

Voltando a Nossa Análise:
    Pela parte wikipédia, vocês podem ter percebido que o game foi produzido por ele... o grandioso mestre dos games de luta, o mestre dos magos na arte do fighting game... Ed Boon. Obviamente o game não pode ser ruim sendo produzido por alguém do nível dele, então mesmo não dizendo se o game vale ou não a pena, digo que ele passa longe de ser ruim com toda certeza.
Para entender do game não precisa ser um leitor assíduo dos hqs da DC Comics porém precisa ter o mínimo de noção sobre os heróis do game que são os mais cults, essa mínima noção pode ser facilmente obtida nos filmes dos heróis (alguns não tem) e no desenho da liga da justiça (que eu gosto muito).
    Então vamos pesar os pontos positivos e negativos do game (a parte que mais interessa para muitos): 

Pontos Positivos

1º - Um enredo independente feito unicamente para o game que te deixa em estado de êxtase do começo ao fim. Muito bem trabalhado por Ed Boon e a equipe da DC Comics responsável por esta função. No fim devo dizer que o enredo deve ser o que mais vale a pena, não tem como achar ruim.

2º - Uma dublagem de fazer você vomitar arco íris. Então, quem ai não lembra (e ama) o desenho dos jovens titãs? Eu amava demais aquele desenho, e quem não amava o desenho da liga da justiça? É foda pra caralho. Pois saiba que se você também tem esse sentimento, a dublagem será algo que maravilhará você, as vozes do Asa Noturna (que era o robin), Ravena e Cyborgue são iguais a do desenho dos jovens titãs, a dos outros heróis e vilões são iguais a da liga da justiça e a do batman é igual a da trilogia do nolan que também é uma dublagem muito boa. Por fim devo dizer que não vejo uma dublagem boa assim faz tempo se é que já vi uma dublagem boa assim que mistura talento com sensação de nostalgia, meus sinceros parabéns a equipe de dublagem.

3º - Jogabilidade ótima, a base é o mecanismo épico de Mortal Kombat (2011) com algumas mudanças (umas para melhor e outras para pior, mas a maioria foram ótimas mudanças).

4º - Cenários com maior interatividade na luta da história dos games de luta (e não, não estou exagerando). Os cenários são incrivelmente destrutíveis, várias coisas podem ser jogadas no adversário desde latões de lixo até carros e helicópteros, outras coisas podem ser usadas para você conseguir fugir do ataque de um oponente e outras são até "combáveis". Além de tudo tem as transições de cenário que são espetaculares, as vezes dá pra transitar entre até 3 cenários e depois voltar para o primeiro, e a cada transição há sempre um clipe muito bem feito do caminho que a vítima sofreu até chegar no novo cenário, e uma coisa muito apelona, as transições de cenário são "COMBÁVEIS" (brace yourselves, the apelões are coming). Mas ai que vem algo que fortalece o ponto positivo, as transições de cenário e interação são opcionais, para o multiplayer ela pode ser desativada, se os futuros torneios de injustice acharem apelões demais (aliás, já teve um torneio de injustice), eles podem simplesmente desativar.

5º - O novo sistema de countdown incluído no game é incrível, ele pode fortalecer o poder de um personagem (como o caso do Superman e do Lanterna Verde), pode o tornar invulnerável (como o caso do Apocalypse/Doomsday), pode recuperar vida (como o caso do Aquamen), pode mudar o estilo de combate (como o caso do Asa Noturna e Mulher Maravilha), pode chamar suporte (como o caso do Batman), podem paralisar o oponente (como o caso do Arqueiro Verde), etc. Além de uma incrível variedade, os countdowns não são apelões por terem um tempo que ficam carregando após o player esgotar o uso e eles ajudam muito nos combos, eles vieram para compensar a perda dos dashs de corrida nos combos já que agora, quando se dá um dash tem que esperar até o fim dele antes de se mexer (diferente de Mortal Kombat).

Pontos Negativos

1º - Desequilíbrio de personagens, lembra que Mortal Kombat (2011) foi o game mais equilibrado que Ed Boon já fez (De acordo com as palavras dele? , pois Injustice rema para o contrário de Mortal Kombat (2011), uns personagens são absurdamente fortes ou apelões enquanto outros tem pouquíssimos recursos e causam danos patéticos, e para personagens que já são fora do comum em causar dano (como Superman) ainda botam um countdown que aumenta o poder dele e consequentemente o dano, se você botar um jogador experiente que usa o Coringa contra um jogador experiente que usa o Superman, o de Superman vai estilhaçar o Coringa. No rumo que as coisas andam, nos torneios de injustice, muitos personagens vão ter que ser bloqueados se não houver uma correção por atualização.

2º - Gráficos bipolares, quando o game começa com o clipe inicial, você realmente acredita que os gráficos são péssimos, muito mal feitos e mal acabados, já se cria a impressão que o game não tem bons gráficos, e aí é quando se vai para o "in game" que é a luta, quando a luta começa, os gráficos ficam lindos demais, deleitam os olhos de quem olha, é simplesmente incrível até que vem uma cutscene e... BUM, os gráficos estão péssimos de novo, nem me perguntem o motivo da bipolaridade, também não entendi.

3º - DLCs, aí um problema em muitos games, não quero me aprofundar em um dos maiores problemas dos games hoje que são as dlcs, vamos só recapitular o problema porque ele irá acontecer em injustice, lançam o game por preço de lançamento (nos EUA, U$ 60,00 e no Brasil, R$ 200,00), e então muitas pessoas compram o game acreditando que poderão aproveitar tudo que o game tem, mas ai vem a notícia que o game não tem tudo, tem coisas a mais contidas em DLC, cada DLC custa uma certa quantia (normalmente U$ 5,00 inclusive personagens) e existe o Season Pass que permite que você pegue todas as DLCs que irão lançar do game (deve custar uns U$ 20,00) e então o pessoal que comprou o game logo na estréia tem que gastar mais para ter as coisas, ao fim de todas as dlcs, contando o game, ele deve ter gastado uns U$ 90,00 nos Eua ou na psn americana e mais de R$ 250,00 no Brasil e então uns 6 meses depois, lança o game em "Complete Edition" que vem com o game e todas as dlcs por U$ 50,00 ~~ R$ 150,00, por incrível que pareça é isso mesmo, você consegue o game com todas as dlcs MUITO mais barato do que gastou só no game antes, sem nenhuma dlc. Ao fim, o problema das dlcs ataca novamente no mundo dos games e dessa vez a vítima foi Injustice.

4º - O multiplayer está no mesmo nível do de Mortal Kombat (2011), em outras palavras, HOR-RO-RO-SO. Um lag fora do comum que irrita qualquer um, delay ao extremo, a luta trava muito, você se torna um alvo, não foi só comigo que aconteceu, até amigos com internet de 20 mega sofreram este problema. No final acaba sendo que nem Mortal Kombat (2011) mesmo, dá pra jogar em dia de semana com um pouco de lag e delay atrapalhando, e num sábado a noite ou domingo a tarde, nem cogite jogar pois só irá se aborrecer.

Pontos Neutros

1º - O sistema de rounds, muito comum em jogos de lutas não existe, ao invés de 3 a 5 rounds de luta que seriam definido pelo lutador com maior número de vitórias como sempre, existem duas barras de vida, quando uma das barras de um dos players acaba, a luta pausa por alguns segundos para a vítima se restabelecer, cada barra tem 100% de vida e no total você tem que tirar 200% de vida do oponente. Como aqui é algo totalmente particular, fica a seu critério decidir se é um ponto positivo ou negativo, eu fiz a minha escolha e foi positivo.

    Por fim vamos finalmente falar um pouco do enredo, só a história até o começo do game porém
[atenção: SPOILER de toda a história dos hqs] que se passa paralelamente a do game.

    Em um mundo paralelo ao mundo dos heróis que conhecemos, Coringa cansado de ser derrotado pela liga da justiça toda vez, arma um plano desta vez não contra o Batman mas contra Superman, que não tinha tanta inteligência. Uma grande batalha da liga da justiça começa, e Batman está lutando contra o Coringa quando entende o plano dele, o Espantalho tinha jogado o gás do medo no ar, mas o Batman era imune a ele a muito tempo e este gás não poderia fazer muito com quase ninguém, é quando Batman percebe que o gás no ar está misturado com pó de Kriptonita, logo ele avisa pro Superman que ele pode estar tendo ilusões e o que ele vê não é real.
Superman estava lutando contra o Apocalypse/Doomsday, mas como a luta entre os dois sempre causa uma destruição fora do comum, Superman agarrou ele e o levou para o espaço, e é quando ele se dá conta da ilusão que estava sofrendo, ele tinha levado Lois Lane, sua mulher para o espaço e ela tinha morrido (obviamente). E para completar o plano, Coringa ativou uma grande bomba atômica que devastou Metropolis, o plano tinha determinado, o resto dos vilões tinha sido pego e estava de refém mas mesmo assim, a Liga da Justiça tinha perdido a verdadeira batalha.
Quando Superman aparece, ele entra na sala onde o Batman está interrogando o Coringa, então Superman possesso de raiva, o agarra, e Coringa ironicamente diz para eles mandarem ele para a cadeia para ele poder fugir como sempre faz, e assim continua a irritar o Superman, então este fora de si se prepara para matar o Coringa, Batman tenta impedi-lo e Superman o joga longe, e perfura o estômago de Coringa assim o matando. Esta foi a última gota para Superman, ele iniciou uma ditadura em Metropolis, Batman ficou contra e formou o grupo da Insurgência ou Rebelião como está sendo chamado nas reviews (mas no game dublado, é chamado de insurgência). Mas não adiantou, a ditadura foi instalada, o povo foi reprimido e perdeu a liberdade, praticamente todos os heróis se juntaram ao Superman, ou por concordarem com ele e perderem sua perspectiva (como a princesa Diana mais conhecida como Mulher Maravilha) mas a maioria por medo de enfrentar Superman, os que se recusaram acabaram sendo mortos e só sobraram Batman, Lex Luthor como um agente duplo e Arlequina do lado da insurgência (Uma coisa legal é que a estátua do Superman carregando o mundo que era símbolo de metropolis, é trocada pela estátua do Superman em cima do mundo neste universo paralelo).
    A Insurgência, sabendo que no universo dos heróis que conhecemos, tinham conseguido impedir a explosão da bomba em metropolis, trouxeram do nosso universo paralelo, vários heróis (entre eles, alguns que tinham na dimensão deles também assim fazendo "clones" se encontrarem). Então o jogo gira em torno dos heróis da nossa dimensão tentando acabar com a ditadura de Superman.
Simplesmente um dos melhores enredos de game que já vi, cheio de surpresas e coisas inacreditáveis, realmente vale a pena se você for um fã de enredo de games e tenha a mínima noção dos heróis da DC (mesmo que como disse, só vendo filmes)


    Bom é isso ai, espero que pesando os pontos positivos, negativos e neutros e sabendo um pouco do enredo do game, você possa avaliar por si só se vale a pena comprar este game.

Preços:
    Em mídia física, a maioria dos locais está cobrando de 179,99 R$ até 209,99 R$ porém eu achei a vista com um desconto de 15% que ficou em 169,91 R$. Em mídia digital, está a venda por U$ 60,00 e comprando um cartão psn de 50 dólares e outro de 10 para poder comprar o game, fica tudo por 140,00 R$. O season pass está a venda por U$ 15,00 e lembre-se que ainda esse ano sai o Komplete Edition que estará com todas as dlcs e ainda mais barato.

Atualização Preços: 
    Como eu disse, na época, saiu mesmo a Complete Edition com todas as dlcs incluídas e por muito menos dinheiro. E também saiu a melhor versão, a de PC, Injustice Gods Among Us Ultimate Edition, que tem um multiplayer com muito menos lag, todos os dlcs já incluído e menos desequilíbrio entre os personagens. Para os que tem um pc potente, nem pense duas vezes, vale muito a pena a Ultimate Edition. A edição comum você encontra hoje em mídia física por até R$ 100,00. Na Steam você encontra a versão de PC Ultimate Edition por apenas R$ 85,00 (Steam é Steam) e uma coisa curiosa. Entrei na PSN hoje e vi que a versão normal e a Ultimate Edition custam U$ 60,00 cada uma. Me fez perguntar: Por que diabos alguém compraria a versão normal se você pode pelo mesmo preço ter a Ultimate Edition? Enfim, a mídia física ou o jogo pra pc estão valendo mais que digital para os consoles.


    Bom galera, é isso aí, espero que tenham gostado da análise antiga. Vai servir como uma boa base para como serão as análises no blog. Gostaria de anunciar também que ainda hoje haverá mais uma análise mesmo que fora do cronograma, afinal, esta é antiga, não conta e eu não fui preguiçoso pra não pensar em fazer uma nova. Bom é isso aí, boa jogatina para quem irá comprar Injustice ou já tem.

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